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quarta-feira, 18 de abril de 2018

SUA EMPRESA PRECISA DA ISO PARA TER QUALIDADE?


Minha resposta seria sim e não.

Conheço inúmeras empresas que investiram mais de um ano para implantarem as normas ISO e conseguirem a certificação. Tudo isto para pendurarem o Documento emitido pelo organismo de certificação.

A ISO servirá, apenas, para mostrar para outras empresas certificadas que ela também tem ou atender a exigência de um cliente ou organização para qual fornece. Qualidade de fato passa longe, Só se preocupam com o assunto na época das revisões e visitas da certificadora.

Essas empresas sequer entendem ou querem entender que a ISO, desconhecendo que ela ajudaria a sua gestão e levariam inúmeras melhorias para todo o processo.

Em contra partida, também conheço outras empresa que não implantaram a ISO e nem desejam e têm uma qualidade de padrão mundial. Como isto é possível?

Elas planejam o que deverá ser feito. Identificam falhas e usam ferramentas de gestão para corrigir e evitar que os erros não tornem a ocorrer.

O líder da empresa sabe que a empresa para “decolar”, como diz McKinsey, “entenda a importância do trabalho coletivo. Toda a empresa deve trabalhar como fosse um só time, um grande time, para executar essas disciplinas como trabalho padrão de liderança.

Como exemplo o líder da organização pode adotar como ferramenta o Kaizen. Foi ele que ajudou o Japão a reconstruir o país, quase do zero, e transformá-lo em uma das maiores potências mundiais de hoje.


Aplicando o Kaizen, o líder poderá obter redução de custos e aumento na produtividade. O “segredo” ou “foco” está em promover pequenas mudanças na rotina diária do seu negócio. Ações que quando somadas vão trazer grandes resultados a médio e longo prazo. Para que a metodologia tenha resultados o objetivo principal é que nenhum dia passe sem que uma melhoria seja realizada, por menor que ela seja.

O foco principal do conceito está nas pessoas. São elas as grandes promotoras dessas pequenas mudanças e, para que isso efetive, elas precisam estar bem, trabalhando em um ambiente agradável. Confiantes do seu valor, os colaboradores irão, consequentemente, agir com mais responsabilidade.


Para que isso aconteça, o líder deve seguir aos mandamentos básicos do Kaizen:

  • Elimine o desperdício: sem nenhum radicalismo, mas, gradualmente, identifique o que pode ser cortado, todos os dias, em todos os setores;
  • Envolva toda a equipe: gestores e base devem trabalhar juntos, com o mesmo foco na melhoria contínua;
  • Busque soluções baratas: aumento da produtividade não precisa estar ligado a grandes investimentos;
  • Gestão transparente: as mudanças devem ser divulgadas para que todos fiquem sabendo dos problemas solucionados pela equipe;
  • Priorize o que é mais relevante: defina prioridades, no caso do comércio, por exemplo, a venda, na indústria, o chão de fábrica, pois é dali que sai o principal objeto de sustentação da empresa, o produto;
  • Foque nos processos: o principal objetivo do Kaizen é melhorar os processos da empresa;
  • Valorize as pessoas: envolva seus colaboradores nas mudanças, para que identifiquem e promovam as melhorias que irão impulsionar os seus negócios;
  • Aprenda na prática: o melhor método de ensino é aprender fazendo;
O Kaizen não tem nenhum segredo, é o jeitinho oriental de promover grandes melhorias, com pequenas ações.

Ai eu pergunto: Por que não ter ISO e Kaizen?


As práticas ISO 9001: 2015 e KAIZEN são construídas e baseadas no modelo PDCA. Ambos são baseados em práticas comerciais sólidas e comprovadas que foram desenvolvidas ao longo dos anos, mas infelizmente, raramente foram integradas.

Com o lançamento da norma ISO 9001:2015 revisada, sua organização agora tem a oportunidade de revisar seu sistema de gerenciamento de qualidade excessivamente documentado, sem valor agregado e desperdício e criar um sistema que suporte todas as práticas KAIZEN e agrega valor à sua organização!

Pense nisto e tenha uma ótima semana!

Fonte:
Prof.A.Marins – Sonhar é para Estrategistas – Editora Ciência Moderna – antomar.marins@gmail.com
Certus Software ­– www.certus.inf.br
Kaizen Institute Brasilhttps://br.kaizen.com/
McKinsey - McKinsey & Company – https://www.mckinsey.com

sábado, 14 de abril de 2018

MUITO ALÉM DA TAL EFICIÊNCIA OPERACIONAL

Prof.A.Marins

Muito se tem debatido sobre eficiência operacional, principalmente se ela é apenas um posicionamento ou uma estratégia da empresa para se destacar no mercado. Michael Porter, professor da Harvard Business School e uma das principais referências no assunto, deixa claro em seus textos que eficiência operacional não é estratégia.

Michael Porter
Na verdade ela é necessária, mas não suficiente para se destacar. Outros autores têm usado o termo excelência operacional para distinguir entre a obrigação da empresa em ser eficiente e um posicionamento de mercado que combinam qualidade, funcionalidade e preço.

Mas, mais importante que as discussões e as teorias é a prática… O que você e sua empresa estão fazendo para serem eficientes e irem além, buscando a excelência?


O uso da tecnologia de informação tem sido um importante aliado para a melhoria da eficiência e, em alguns casos, do atingimento da excelência operacional. Entre os benefícios, ela pode auxiliar as empresas reduzindo custos, tornando processos mais ágeis, facilitando a colaboração entre os times e o acesso às informações para a tomada de decisões. Mas, há casos em que a tecnologia é o negócio.

Podemos usar como exemplo o setor varejista. No passado, uma empresa que se destacava nesse ramo era a que sabia comprar bem, com o próximo passo sendo girar o estoque rapidamente. O que era simples se complicou quando se juntaram as dificuldades de logística e distribuição em diversas unidades de vendas.


Hoje, além das lojas físicas, existem as virtuais, que auxiliam no atingimento de um número cada vez maior de clientes, com perfis cada vez mais diversificados. Um público que é uma caixinha de surpresas: é preciso estar preparado para surpresas como, por exemplo, o site sair do ar quando se fizer uma grande promoção.

Assim, se faz cada vez mais importante conhecer profundamente o cliente. Importante também saber o que este cliente pensa da empresa. O que ele anda falando nas redes sociais. E lá vem um novo conceito, o social listening


É preciso gerenciar todas estas informações vindas de múltiplos pontos de coletas, isso significa usar ferramentas de inteligência de negócios. Com elas é possível conhecer o cliente em todos os canais, onde ele se relaciona com a sua empresa: loja física, online, televendas, sites de terceiros, mídias sociais. Ao cruzar todas essas informações é possível saber o que ele busca e prever suas necessidades, fazendo ofertas dirigidas. Mas não adianta conhecer o cliente apenas nos canais digitais e quando ele entra numa loja física ele passa a ser um ilustre desconhecido. Isso irrita o cliente!

Como vencer estes desafios e ainda coordenar custos e flexibilidade operacional em busca da eficiência e da excelência? Como ter um ambiente preparado e disponível sem a necessidade de altos investimentos?


Hoje, soluções em nuvem podem ajudar a responder essas e outras questões. Por exemplo, quem quer atuar com e-commerce não necessita investir em muitos data centers físicos. Ao contratar um serviço na nuvem, a empresa paga apenas pelo consumo, sendo possível prever picos de demanda – o que contribui muito com a eficiência operacional.

Deu para perceber que a eficiência e a tecnologia estão em tudo. Não importa o segmento da empresa é preciso integrar as informações e usá-las em favor do negócio. Só assim, elas terão valor.

Por isso, a cada dia que passa torna-se cada vez mais importante a escolha do seu parceiro de tecnologia. Este parceiro não pode ser um simples vendedor de software mas ele tem que auxiliar a empresa a pensar estrategicamente a sua área de tecnologia, para que esta auxilie e alavanque os negócios.

Pense nisto e tenha uma ótima semana!

Fonte: Decision Report, por Roger Melo – Diretor Softline,  http://www.decisionreport.com.br/

terça-feira, 3 de abril de 2018

DESENVOLVENDO UM BOM “PLANO B”


Muitas vezes há uma baixa probabilidade de ocorrer uma crise, por isso as pessoas geralmente não veem o planejamento de contingência como uma atividade urgente. Infelizmente, isso pode significar ele ficar na parte inferior de suas listas de tarefas como uma tarefa que nunca será executada.

Mas e se o seu principal fornecedor de repente for à falência? Ou toda a força de vendas recebe intoxicação alimentar na conferência anual de vendas? Ou o seu funcionário da folha de pagamento liga no dia da folha de pagamento?

Essas coisas podem causar confusão e desordem se você não tiver preparado adequadamente para elas. O planejamento de contingência é uma parte fundamental dessa preparação.


Como você pode ver, o planejamento de contingência não é apenas sobre grandes desastres. Em menor escala, trata-se de se preparar para eventos como a perda de dados, pessoas, clientes e fornecedores, além de outras incógnitas disruptivas. É por isso que é importante tornar o planejamento de contingência uma parte normal da maneira como o seu negócio funciona.

Avaliação de risco

A necessidade de elaborar planos de contingência surge de uma análise minuciosa dos riscos que a sua organização enfrenta. Também é útil pensar em projetos novos e em andamento: o que acontece quando o "Plano A" não acontece como esperado? Às vezes, o plano A significa simplesmente "negócios como de costume". Outras vezes, com planos de gerenciamento de risco mais sofisticados, o Plano A é sua primeira resposta para lidar com um risco identificado - e quando o Plano A não funciona, você usa seu plano de contingência.


Use estes princípios em seu processo de avaliação de risco:
  • Aborde todas as operações críticas para os negócios - Um bom plano identifica todas as funções críticas do negócio e descreve formas de minimizar as perdas.
  • Identificar riscos - Para cada uma dessas funções, realize uma análise de risco para identificar os vários riscos que seu negócio pode enfrentar. O que tem o potencial de prejudicar ou prejudicar significativamente seus negócios?
  • O resultado final de uma análise de risco geralmente é uma lista enorme de ameaças em potencial: se você tentar produzir um plano de contingência para cada uma delas, poderá ficar sobrecarregado. É por isso que você deve priorizar.
  • Priorizando riscos - Um dos maiores desafios do planejamento de contingência é garantir que você não planeje demais. Você precisa de um equilíbrio cuidadoso entre a preparação excessiva de algo que talvez nunca aconteça e a preparação adequada, para que você possa responder rápida e efetivamente a uma situação de crise, quando ela ocorrer.
  • Gráficos de Impacto / Probabilidade de Risco ajudá-lo a encontrar esse equilíbrio. Com estes, você analisa o impacto de cada risco e estima a probabilidade de ocorrer. Você pode então ver quais riscos exigem a despesa e o esforço de mitigação de risco. Os processos de negócios essenciais para a sobrevivência a longo prazo - como a manutenção do fluxo de caixa, o suporte da equipe e a participação de mercado - geralmente estão no topo da lista.

Observe que o planejamento de contingência não é a única ação que surge como resultado da análise de risco - você pode gerenciar riscos usando os ativos existentes com mais eficiência ou investindo em novos recursos ou serviços que ajudam a gerenciá-los (como seguros). Além disso, se é improvável que um risco se materialize você pode decidir não fazer nada a respeito e administrar em torno dele se a situação surgir.

Desenvolvendo o Plano

Lembre-se destas diretrizes quando for o momento de preparar seu plano de contingência:

  • Seu principal objetivo é manter as operações comerciais - Observe atentamente o que você precisa fazer para fornecer um nível mínimo de serviço e funcionalidade.
  • Definir períodos de tempo - O que deve ser feito durante a primeira hora do plano que está sendo implementado? O primeiro dia? A primeira semana? Se você observar o plano dessa maneira, é menos provável que você deixe de fora detalhes importantes.
  • Identifique o gatilho - O que, especificamente, fará com que você implemente o plano de contingência? Decida quais ações você tomará e quando. Determine quem está no comando em cada etapa e que tipo de processo de denúncia eles devem seguir.
  • Mantenha o plano simples - Você não sabe quem lerá e implementará o plano quando for necessário, portanto, use uma linguagem clara e clara.
  • Considere as restrições de recursos relacionadas - Sua organização poderá funcionar da mesma maneira se você tiver que implementar o Plano B ou o Plano B necessariamente reduzirá os recursos?
  • Identifique as necessidades de todos - faça com que as pessoas em toda a empresa identifiquem o que devem ter, no mínimo, para continuar as operações.
  • Definir 'sucesso' - O que você precisa fazer para retornar ao 'business as usual'?
  • Inclua planos de contingência em procedimentos operacionais padrão - Certifique-se de fornecer treinamento inicial sobre o plano e mantenha todos atualizados sobre as mudanças.
  • Gerencie seus riscos - Procure oportunidades para reduzir riscos, sempre que possível. Isso pode ajudá-lo a reduzir ou mesmo eliminar a necessidade de planos de contingência completos em determinadas áreas.
  • Identifique ineficiências operacionais - Forneça um padrão para documentar seu processo de planejamento e encontre oportunidades de melhoria de desempenho. 
Mantendo o Plano

Depois de preparar o plano de contingência, você precisa fazer várias coisas para mantê-lo prático e relevante - não basta criar um documento e arquivá-lo. Conforme sua empresa muda, você precisará revisar e atualizar esses planos de acordo.

Aqui estão alguns passos importantes no processo de manutenção do plano de contingência:
  • Comunique o plano a todos na organização.
  • Informar as pessoas sobre seus papéis e responsabilidades relacionadas ao plano.
  • Forneça treinamento necessário para que as pessoas cumpram esses papéis e responsabilidades.
  • Realize simulações de desastres onde for prático.
  • Avalie os resultados de treinamento e exercícios e faça as alterações necessárias.
  • Revise o plano regularmente, especialmente se houver mudanças tecnológicas, operacionais e de pessoal relevantes.
  • Distribua os planos revisados ​​em toda a empresa e certifique-se de que o plano antigo seja descartado.
  • Mantenha cópias do plano fora do local e em um local onde elas possam ser acessadas rapidamente quando necessário.
Auditoria do plano periodicamente:
Reavalie os riscos para o negócio.
Analise os esforços para controlar o risco comparando o desempenho real com os níveis de desempenho descritos no plano de contingência.
Recomende a fazer alterações, se necessário.

Conclusão

O planejamento de contingência é ignorado em muitas empresas. As operações do dia-a-dia são exigentes e a probabilidade de uma interrupção significativa nos negócios é pequena, por isso é difícil ter tempo para preparar um bom plano.

No entanto, se você for proativo a curto prazo, ajudará a garantir uma recuperação mais rápida e eficaz de um revés operacional a longo prazo, e poderá salvar sua organização contra falhas, caso os riscos se materializem.

O planejamento de contingência requer um investimento de tempo e recursos, mas se você não conseguir fazê-lo - ou se fizer mal - os custos poderão ser significativos se ocorrer um desastre.

Pense nisto e tenha uma ótima semana!

Fonte: Equipe de Conteúdo do Mind Tools - /www.mindtools.com